Sete poemas de Divanize Carbonieri
RUMO piso em pedacinhos roxos flores em forma de sinos destroços menores dos meus desatinos desço a rua rumino penso comigo pega a tua senda toma o teu rumo o teu caminho suspenso interrompido reencontrado entremeado de púrpura ALUVIÃO trafegar pelas linhas feito a seiva que se translada pelos veios lenhosos dos troncos na selva de folhas verdes entrelaçadas pelo silvo do vento perfurado por espinhos afilados transitar pelos versos feito a serpente que se insinua pela vala funda atravessada de lama espessa em que salvínias fecham a superfície em vários filamentos e lâminas tropeçar pelas palavras feito a aluvião no leito fluvial transportando sedimentos em sucessão atravancando as enseadas escavando os pontais transtornando o fluxo lento da travessia FOTO para o homem morto diante da porta do poeta morto certo dia em Baltimor...