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Oito poemas de Douglas Dias Ferreira

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Birra o poeta naquele dia queria porque queria um poema, poesia bem iria um haicai mas a inspiração não vinha qual gota de colírio no ar suspensa, tremendo tão pequenina que não cai e ele ali, de olhos pro alto aflito pedindo que se adensasse a gotinha: - ai, cai! Aval tão querido que ateu amigos acreditavam em Deus por ele Mutante horas quero estar vadio pouco estando, entreolhando morrer o dia sem calor nem luz já depois o poder-ser agarrar o dia nos dentes entreter a luz, estancar a tarde fazendo cera com o sol nas mãos Ninho às vezes parto só para poder voltar Wanted a cada toc do ponteiro de segundos não mais sou eu quem está aqui? Quero-me de volta! Que pena daquela falta de aniversário só sobrou o imaginário (perdeu quem não foi) apaguei a tiros a vela do bolo abati sete xerifes ...