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Cinco poemas de Patrícia Claudine Hoffmann, ilustrados por Cy Claudel

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Dos Resgates Bendita a idade das suturas se a água fratura suas datas. Percorro os ossos das cascatas feito quem resgata de si mesmo o código de um ofício, no córrego que passa por dentro do cálcio, do ócio proibido, entre os pés do precipício. Trôpego. Antídoto. Trafego uns princípios de louvor e eles afloram no clamor do instinto, em labirintos musicais de um cais infinitamente distinto dos demais. Um cais já com muletas. Navais. (E as borboletas nos varais recolhem a polpa dos orvalhos. Além da culpa. Dos não-itinerários. Embrulham nas asas o pólen de uns rosários em flor aberta pétala por pétala nos calendários.) Descansemos dos sentidos. Anti-horários. Antigos. Descansemos assim que chegarem os querubins para o restabelecer das águas quebrantadas. Cada água tem seu exílio. Auxílio. Apelo. Com seus cabelos em véu de espuma e espelho, uma a uma... ainda prece. Acresce-...