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Quatro minicontos de Claudine Duarte

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FERIADO Escutou a brincadeira das crianças pela janela aberta. Memórias coloridas avançaram em rodopios, desbotadas. Misto de sol, poeira e um quase estupor. Arrancou a gravata e jogou os óculos sobre os papéis  —  talvez festejassem nuvens. Empurrou a gaveta, pesada. Espreitaria gargalhadas, ainda não era a hora de morrer. PORTA-RETRATO Ele disse que voltava e se foi num dia de sol. Ela mantém o guarda-chuva fechado e inventa pequenos milagres. Ele deixou seus livros, embalados. Ela usa o vestido vermelho e retira o pó das caixas, empilhadas no meio da sala. Ele não gostava do meio-dia dos domingos. Ela queria tanto uma foto dele... uma em que tivesse os olhos abertos. RESCISÃO Certo, você disse. Certo, eu respondi. Você nem abriu a porta. Nunca foi um lugar. Nunca foi uma data. Nunca, foi assim. LIMIAR Ela ficou sozinha na livraria, ouvia estranhos. Um poema e dois contos depois, vibrou um sonho. Tel...