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Três contos de Tere Tavares

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Olhai os lírios do campo | arte digital (2018) Do que a altura toma para si mesma Ele espera dormir tranquilamente. Velado pelos amigos fulgurantes que o protegem. Não sabe dizer das coisas que se ocultam nas hipóteses que a solidão abraça.  A lua trafega pelo coração das galáxias. O azul é pouco porque atordoado de nuvens. Os pulmões de Elder quase se fecham como nós de cordas extintas. O trajeto foi difícil. A efervescência perpassa-lhe o ser – há nele uma criança assustada e sequiosa por sentimentos nunca recebidos e jamais experimentados – porque os carinhos que dele se furtaram hoje lhe fazem falta como nunca antes. Ele teme a desdita de não ser encontrado e dar-se conta, com moroso assombro, que poderá cair como um filete de fumo raquítico, sem nenhuma haste que o sustente. A tez incontornável, as linhas subtraídas da índole abraçam-no precisamente nesse instante que não cabe à consciência do seu inquietante atordoamento, revolvendo-o num pertencimento que lhe ...