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Três poemas de Wanda Monteiro

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I o humano é esse abismo mais profundo depois de inventar os deuses os pecados e o perdão em sua cotidiana autofagia devora a cada instante toda vida que lhe circunda e habita II o futuro encurralado no beco dos medos deixou que as insurgentes manhãs lhe mordessem o cume na fratura do tempo depois de cravar os dentes no sol. as noites calcinadas decretam o silencio dos ventos o fenecer das chuvas a deserção dos mares I II se um dia essa casa de luzir azul volte a cantar seja esse canto um alento de chegada cântico de deixar no fecundo silêncio de todo fenecer sêmens de paz e das larvas brotem rosas de sol mênstruo aceso cuspido de seu ventre e na tenra terra de agreste clareira deve nascer uma florada de girassóis e do céu de sua claraboia escorrer o lume nascedouro de quarta lua e da sarça ardente em arenoso chão possa eclodir o cume de ardente rocha a reverberar de dentr...