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Sete poemas de Daniella Guimarães de Araújo

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Preciso dos barcos  preciso dos barcos  dos barcos imprecisos aparentemente fracos  que balançam mais ao vento  e seguem sob constelações mesmo com todo pouco que há  dentro: água, pão, faca, duas maçãs, sonhos  preciso dos barcos que tomam rumo cortando o escuro  o medo  esses tempos tão brutos a mão do velho de Hemingway na minha.  Campo das mais simples harmonias  Era um reino sem os prepotentes os galantes da forma nem tinham vez sem o clã de hienas que se vê nos altiplanos  sem feitores “inocentes“ dos fakes Era um reino de abastança: pão, riacho, flor de  sempre-viva e sanhaço com telhados de vidro e um pouco mais de ouvido todos os seres eram música  guarde essa frase: todos os seres são música o mais simples dos dias era estrelado de estreias festa: deve existir um deus para quem não é preciso pedir nada . Breviário de espasmos  e...