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Cinco poemas de Silvio Pedro

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SOBRE BEM-TE-VIS E ESTILINGUES é o morto que vestindo seus avessos nos desnuda o sexo exposto quase uma flor amanhecida o morto com seus barulhos trancados ¿onde a chave e numa tarde qualquer não conseguimos mais encontrar a porta que nos levaria de volta a Alberto Martins CONTRAMÃO em minhas mãos as trilhas de todos os destinos mas um único gesto e é tudo findo permeáveis vão do flagelo à carícia plena porém poucas são as penas NOTURNO essas mãos que sobre ti desabam pedem  a ira de mais um dia a fria lacuna do que deixas vir ouvidos calados e o vento do lado de fora sintomas de um céu em desmanche ou uma voz atravessada no abismo a  Gisberto Sauce Neto [Gisberta] ¿ ESQUECER talvez esquecer um poema um livro uma foice fechada uma flor na mão aberta talvez num adeus rente às rodas do trem tremer talvez temer o evangelho que cai das árvores e é verde e nos põe acre...