Quatro poemas de Zainne Lima da Silva
Carne de cabra(l) escrever é minha faca só lâmina me corta profundo não sangro não sei se dói o corte a imagem perfurada seca ou o espelho que a faca é me mostra o poema maturado andando sozinho encima de mim. A educação pela pedra ou A educação pela noite de madrugada eu trabalho eu e os pedreiros construindo em frente à minha casa erguemos obras de tijolo e cimento a cada rabisco da caneta ajunta-se um reboco de parede eu também sou arquiteta popular com algumas pedras noturnas ergo a minha poesia. A duplicada eu visto permanentemente uma máscara de pele mais escura e resistente com a identidade de zainne lima da silva tenho duas faces de moeda sem valor tenho duas de mim uma tenta a vida no tempo agora a outra inventa o momento seguinte e o anterior não me acomodo no tempo estou entre desver e transver a poesia transcrever fauna e flora para a língua universal e ser uma mini deusa negra como minh...