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Cinco poemas de Eleazar Venancio Carrias

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A TORRE Meu pássaro morre dentro de mim Ninguém poderá dar-lhe penas novas  Meu anjo de asas decepadas Morre grudado em meus ombros Meus amigos estão doentes tanto quanto eu Com muita dificuldade subimos a montanha Apenas para saber do abismo intransponível O mapa prometia leite, pão e água limpa Longe, vejo uma multidão de homens agitados  Mal os diviso, mas parecem Empenhados em construir uma torre "Impossível negociar com eles, Falam todos a mesma língua" – Chega correndo um menino, A avisar-nos, gritando Negociar. Mas até para isso Precisaríamos ter pontes Meu pássaro doente, Meu anjo de asas decepadas  Estamos de pé e vemos a Torre. Aos debilitados, talvez seja caminho O abismo.     PROTOPOEMA Imersos na tarde secular grandes homens de boa vontade puxando cordas rústicas e grossas tentam trazer o céu à Terra. Do ponto de ônibus Deus observa puxa um cigarro – acha graça. Mas não consegue disfarçar  o b...