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Cinco poemas de Fábio Pessanha

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é como se eu pegasse tudo co m força e metesse goela adentro a animosidade ao perder pedaços de pele debaixo das minhas unhas. voz sufocada entre os dedos, as marcas no pescoço e bem de repente o peso das estrelas no preto da visão. o som bruto da carne ao chão. o frio e a rigidez num ritmo em que a pele se anula em secreções e se esvai na secreta ação dos vermes. e eu queria só dizer que te amo… triste engano... dos verbos que causam algum movimento assumir todo o ruído tornado grito. acolher o rangido das costelas ao se erigir uma rubra constelação de façanhas, onde a palavra refaz o exílio da brevidade dos corpos. romper nervuras durante a perversidade do céu em conceber luas entre os escombros das horas. ruir como rir, tal como a boca aberta de quem sem dó me negou a última mordida após o colapso dos lábios. reger o ritmo dos encontros até que o tranco entre os ...