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Cinco poemas de Dagmar Braga

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Ensaio assim aos poucos vai-se dissipando o riso o cheiro a voz o nome do amigo o amor jurado e abjurado em sangue diariamente o tempo ensaia a grande noite Arqueologia – Editora Patuá, 2016 Inventário eu te dou de presente esta memória – nuvens e sinos no entrecorte de vales – um sonho redimido entre paredes caiadas unguentos maldizeres esta noite insone que me arrasta e o despudor                     do corpo afeito ao teu desejo e desatino Arqueologia – Editora Patuá, 2016 Infinitude Ao derredor do tempo    (sorvo de luz e sombra) o labirinto assoma Não há porta que se abra nem sinal que nos sustente O desafio   é a tessitura e o fio Não há rastro ou memória na solidão do exílio Tudo – a um só tempo – é p...