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Cinco poemas zarfeguianos quarentenados

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I A BORBOLETA E EU Que seria de mim, sobretudo eu, fugaz esperança? Que seria de mim, frágil borboleta verde? Que seria do poema sem so free mento? Tempo e espaço cabem no mês de abril? O degas vela as horas mortas aqui e acolá! Se me apaixonasse pelo horizonte fake? Se, de máscara, apontasse para a capital? Cara ou coroa? Morto ou vivo? Não passará! II FIQUE EM CASA Fique a sós ou bem Acompanhado(a) Mas fique em casa (Stay at home, talquei?) É mais que estar em Segurança horizontal Mais que questão de Moral: é preventivo! Saboreie um livro ou Prove um bom vinho Seja honesto consigo (In vino veritas est!) Tudo que você possui: Sua frágil existência Nada do que você é: A quinta-essência do ser! Mantenha o controle (Use desodorante!) Escale a parede, mas Continue em alerta Caia em si! Cuide-se Na medida do possível Você VIV...