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Cinco poemas de Tonho França

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Sobre noites e poesia Tenho nas mãos uma lua e duas moedas antigas brinco de jogar pedrinhas. A noite não me traz nenhuma promessa. Sei onde deixei minhas preciosidades (Poucas e verdadeiras relíquias – sentimentos) E que alcança-las, não posso mais. Já não me pertencem. O tempo não é o senhor de tudo. O tempo não apaga tudo. Até muda o humor das marés e dos homens cercas e soberanias, domínios e propriedades. Envelhece aquilo que lhe é permitido envelhecer. Mas há pinturas em minha pele Há segredos nos meus olhos Tantas coisas em meu coração Intangíveis, por isso minhas. E só minhas são. E só minhas são. E com elas, em noites de poeta e poesia Brinco de jogar pedrinhas Com duas moedas antigas E a lua que tenho nas mãos. O tempo? Que passe! Por mim... em vão. Cíclico Beija-flores e luas de ágata Tocam nos sinos de vento Acordes de possibilidades. Cores de sons e silêncios. E entre o...