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Quatro poemas de Adriana Lisboa

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DESMAPA Por um tempo habitar um não-tempo (o que ainda há a mapear? e que interesse há            convenhamos em saber que chão é este?) por um instante não tentar desatar estes nós        cegos os meus (ou serão os teus?) dedos no emaranhado do acaso numa dobra de um tempo-não. MEU AMIGO Meu amigo às vezes se diz vencido ilhado endividado aflito taciturno furioso acossado prende a respiração sem saber que país o nosso          ou quando          ou como mas ainda assim sai à rua e o mundo se dobra aos dentes explícitos que ele arrisca por baixo do veludo do batom. ALPINE, TEXAS Meu corpo e o seu à deriva no sono num quarto de hotel em dois cantos da cama por demai...