Cinco poemas de Ana Elisa Ribeiro
Para quando nunca I quando eu ficar poeta famosa vai chover canivete de entalhar só palavra II quando eu for poeta famosa podem me internar num frontispício [Os poemas I e II de ‘Para quando nunca’ foram publicados, em versão levemente alterada, em Xadrez (Scriptum, 2015)] Brechó de poeta tenho um baú inteiro de ironias sem uso Refinaria das cento e poucas páginas que escrevi no último ano das centenas de versos que guardei passados doze meses hoje só penso que possam s’evaporar como água salgada deixando o rastro de um cristal a ser refinado [o poema ‘Refinaria’ está, também levemente diferente, em Álbum (Relicário, 2018)] Autoajuda vá atrás de mais sem cansar se achar que não deu tente de novo mais e mais e de repente se ausente . . . respire se calha...