Sete poemas de Pedro Cardoso Neto
SILÊNCIO escuto a moto secante a cento e vinte tentando ultrapassar o vírus o medo de morrer de amar ON THE ROAD nem bem no caminho do meio mas sempre no meio do caminho a gente sempre se encontra sozinho PAYBACK tem uma náusea velha estacionou no piloro sempre que tusso ela me dá um soco e uma dúvida se respiro se relaxo se devolvo à manhã o café da manhã HORA ÍNTIMA na hora pede pra me sedar e se der errar a dose EN PASSANT lá vai meu irmão as costas curvadas carrega o peso do mundo mais nada GAROA dia frio chuvoso um vento vesti vermelho só pra ver se melhoro deste bom-comportamento TESÃO agora vou florir minhas quatro da tarde almoçar fora da hora eu nem sei...