Cinco poemas de Fiori Esaú Ferrari
Vocês Alguma fenda carmim ofende a pele plena dos olhos, eu estou iniciado na escuridão, vocês que mataram Lorca e continuarão matando Lorca, a lâmina da pálpebra da tarde brilha com um amor trigal que não, não, não começou. É do amor que falamos? Desse veneno que corre nos lábios ocre, dos dias que sofremos, o amargo da voz que se levanta a cada manhã, o riso que morre no travesseiro mal remido do orgasmo e do sono. Orgulhem-se da sua casta, do desejo de desejo de sua pseudocasta, se prestem à estupidez diante do povo, o povo verte sangue, lenços afagam a fragilidade da amora, é carmim a boca de frutos, e frutos caem cobrindo o fogo da terra, aceitar as cigarras rompendo a sua linha morena de guerra, as cigarras são uma horda de ódio e justiça, vocês que mataram Lorca e continuarão matando Lorca por todos os séculos, por todos os séculos. Bateremos palmas e cada acidente geográfic...