Seis poemas de Alexandre Brandão
Chuva de pedra Numa taça que não existe em um bar igualmente inexistente bebo o drinque concreto draconiano seco puro: bebo o vento. Bebo e vento, suave e constante, empurrando essa chuva de pedra para o porto em que você não me espera. Pássaro sírio Não com lentes de hortelã, meu pássaro sírio, nem com breves sílabas e um único gesto. Tampouco com o samba mudo ou com a arma de mira cega. Muito menos com a gafe ou com a manta de um vulcão insone. De agora em diante falo, meu pássaro sírio, sem a túnica da poesia ou da segunda intenção do silêncio. No dia em que sumi do espelho No dia em que sumi do espelho cavalos começaram a voar sem ...