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Um poema inédito de Matheus Guménin Barreto

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  Esboços nº 2   chiam os dedos n’água na língua fresca d’água servidão canina amorosa daquilo que passa e não se move (poema inédito) Matheus Guménin Barreto (1992- ) é poeta e tradutor mato-grossense. É autor dos livros de poemas A máquina de carregar nadas (7Letras, 2017), Poemas em torno do chão & Primeiros poemas (Carlini & Caniato, 2018) e Mesmo que seja noite (Corsário-Satã, 2020). Doutorando da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Leipzig na área de Língua e Literatura Alemãs - subárea tradução -, estudou também na Universidade de Heidelberg. Teve poemas seus traduzidos para o inglês, o espanhol e o catalão; publicados em revistas no Brasil, na Espanha e em Portugal; e integrou o Printemps Littéraire Brésilien 2018 na França e na Bélgica a convite da Universidade Sorbonne. Imagem: Kazimir Malevich (Kiev, 23/02/1879 - São Petersburgo, 15/05/1935)

Três poemas de Matheus Guménin Barreto

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corpo: que coisa será essa a que servirá ou a quem, computará quem os beijos que deu e dará e quem os tons de carmim que já viu aos domingos e quem                                      os cachorros que lhe lamberam os dedos e quando e quem computará as madrugadas e o branco que fazem e quem os sons que gestou na garganta e não disse e quem o amor miúdo e bom que reina entre as paredes de um apartamento e quem dirá a esse corpo que tudo cedo ou tarde não vai ter existido na garganta faminta do tempo? é lícito um poema onde ecoem passos                                   de um único homem ou de sua sombra os passos?          ...