Cinco poemas de Fabrício Brandão
entreatos mordisco a ira como quem colhe às cegas a primeira flor durante o salto guardei de ti esse gosto passado duma pequena espera fazes-me falta agora que esqueci de mirar o mar e iludir o eterno pretensão dizer-se poeta é bolinar as partes mais íntimas da falta de bom senso do tino que abandona o tonto lá nas alturas sem fim achar-se pronto é beijo de língua no cinismo pois onde reina a tal fantasia alguém esqueceu de deixar o mapa com a receita do sucesso Ode à Estamira Para Estamira, nobre catadora de sonhos uma certa cara rajada e eu cato verbos no monturo para limpar as falsas purezas abraço a companhia dos invisíveis pois eles justificam a minha intensa vontade de não entender o solo que esmago a boca tritura a razão que inventei quando sei berrar ao divino minha sã doutrina fui apedrejada pe...