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Cinco poemas de Alberto Lins Caldas

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erhaben ● sim - a torrente ta mais violenta e acre - ● ● os sapos saltam mortos nas margens - ● ● os peixes boiam - depois a escuridão - ● ● isso q se estende não quer conversa - ● ● mortos se separam em ossos e carnes - ● ● são as carnes q nos comemos alegres - ● ● com os ossos erguemos nossas casas - ● ● com o medo os dias - todas as noites - ● ● isso q se estende não quer conversa - ● ● sim - a torrente ta mais violenta e acre - ● ● de manhã bem cedo bebo meu sangue - ● ● depois trabalho o dia inteiro - sim sim - ● ● outros tambem chupam meu sangue - ● ● volto quase morrendo - sem força sim ● ● os peixes boiam - depois a escuridão - ● ● os sapos saltam mortos nas margens - ● ● a qualquer momento dançarei no rio - ● ● sem sangue - ossos elegantes e finos ● ● separados das carnes - todas mordidas ● ● por essa fome - o trabalho - a insonia - ● ● depois q devoramos os filhos os filhos - ● ● curvados servos do horror - sem saber ● ● sem s...