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Cinco poemas de Fabrício Marques

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NÓS, O DESOCIDENTADO Saiamos de aldeia em aldeia à procura do desocidentado. Vocês que nos seguem peçamos que fiquem conosco. Alguns ficavam. Alguns ficaram. A expedição se reinventa a cada passada. Desviemo-nos dos silvos das balas. Evitemos o zunir das flechas. Sigamos o doce chamado que parte da floresta, misturando os tempos. Seguíamos seguiremos em direção à República Musa Paradisíaca. O sol que nasce ensina. O sol que se põe ensina. O corpo da escrita e o corpo da terra conversam entre si, nos incluem e se multiplicam. Soubéssemos saberemos talvez tateando reconhecê-lo quando o encontrarmos. E dentro de seus olhos os mais limpos olhos os mais escuros (tanta coisa se passa no escuro) veremos a mesma estrela esfaimada que viaja nos nossos e por vezes nos aturde. PARCAS, HARPIAS Lá vão as parcas pelo caminho. Logo acima, harpias nã...