Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Alexandra Vieira de Almeida

Três poemas de Alexandra Vieira de Almeida

Imagem
Sobre a beleza do negro A negritude em sua essência  não igual ao branco da página  mas à construção do sentido  ao verbo em toda sua  inteireza Nas cavernas da memória/esquecimento o negro se traduz nas pinturas mais inusitadas Os complementos como num jogo de xadrez  num duelar mais original, sem mortes súbitas  mas as peles que se revestem na conjuntura do mundo As faces se intercalam  murmurando um mosaico de vozes O branco e o negro  são a mistura que convive no meu peito aceso  pela chama da miscigenação pela vida que se abisma em mar de desejos As peças são moldadas pela visão  de um paraíso em sol do sim de um deserto/cidade atropelados pela memória cinzenta que obscurece as lãs das nuvens mais velhas Quero o retrato em preto e branco  posto ao meu lado para me lembrar de minha negritude  que se enrola nos meus cachos negros  e no meu nariz de batata Vivo o agora que é a tintura claro-escura do final da tarde, unin...