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Cinco poemas de André Giusti

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Depois de tanta euforia Nos últimos tempos ficamos mais sérios, inconveniente que é contar piadas a toda hora. Agora somos mais breves, aconselhados que fomos a falar apenas do que é pertinente. Nos tornamos mais práticos, estamos nos acostumando a agir apenas em benefício próprio. De uma hora para a outra o vento trouxe folhagens amarelas ao nosso rosto na meia-estação. Do mesmo modo, um ciclo acabou sobre nossos pés carpintados pela terra. A primavera este ano virá feito um toque de recolher em Gdansk, despertando ímpetos de justiça com as próprias mãos. 1988 Poema sem Título 4. Em silêncio, misturado às sombras, vago pela rua procurando a lua para iluminar pensamentos imundos. Mas não acho nem lua nem vida nem nada. Não há notícias de sobreviventes nos últimos meses. Quando durmo, sonho erótico e as mulheres que me amaram assassinara...