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Cinco poemas de Leonel Delalana Júnior

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da catedral     busco no lodo o lado que falta de minha completude, nunca anódina, sempre narcísica, um caim de culpas, dorso encurvado na dor de desatar nós, a bicicleta chocando-se na parede da mercearia do pai   na catedral da praça central, o corpo de césar, o suicídio dos primos, a trágica morte do tio jovino, a trágica morte do tio durvilio, a trágica morte de um sobrinho, a trágica morte da mãe, do pai e de um país   neste carnaval, quero escrever flores, campos de flores, haverá carnaval? um pedido de desculpas? ou quiçá citar discursos ou ainda um relato de origem: – muito   prazer   sou   júnior   e   meu   avô   josé   martins   de castro e   o   tataravô   do   tataravô   do   seu   tataravô   era primo distante de um elegante chipanzé de dedos longo...

Cinco poemas de Leonel Delalana Júnior

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Queria ver o pôr do sol e uma acauã robusta, fidalga com um ramo de oliveira no bico voando em círculos helíaca ao infinito: subindo, subindo, subindo… onde o nada absoluto numa insignificante frouxidão bastasse um menino soltando pipa… (onde pipas não colidissem com helicópteros) um arrebita-rabo assobiando longamente e sem culpa sob a tarde vermelha um rio-serpente riscando vértebras e segredos ao vento pequenos seixos explosivos iluminando o mar Do medo do esboço das paredes frias que quase nada dizem das futilidades  [(da beleza) do amor do medo da campainha tocar no momento em que consigo [sorrir às vezes a vejo caminhando ao longe chutando pedrinhas o concreto absurdo do possível Made medusa de todo medo, de todo desejo da carne, de toda regra, na fé propagada aos ares, velozes serpentes no jardim, vísceras de um monstro maior desta dinastia navegante, ...