Cinco poemas de Leonel Delalana Júnior
da catedral busco no lodo o lado que falta de minha completude, nunca anódina, sempre narcísica, um caim de culpas, dorso encurvado na dor de desatar nós, a bicicleta chocando-se na parede da mercearia do pai na catedral da praça central, o corpo de césar, o suicídio dos primos, a trágica morte do tio jovino, a trágica morte do tio durvilio, a trágica morte de um sobrinho, a trágica morte da mãe, do pai e de um país neste carnaval, quero escrever flores, campos de flores, haverá carnaval? um pedido de desculpas? ou quiçá citar discursos ou ainda um relato de origem: – muito prazer sou júnior e meu avô josé martins de castro e o tataravô do tataravô do seu tataravô era primo distante de um elegante chipanzé de dedos longo...