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Quatro poemas de Lucilia de Almeida Neves Delgado

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ESQUECIMENTO I Esquecimento é trilha sem rumo Memória sem detalhes Transitoriedade do permanente Lembranças alagadas Luz bruxuleante Em sua distração Esconde vida. FESTA Parti Deixei no ar Partículas suspensas Quando o sol brilha Dançam em festa. ANTIGA TARDE Verão Vendaval de assobios Atalhos sem retorno Tarde de pressentimento Ausente de sol Aquele crepúsculo era curva Escorria pelas vazantes Não anunciava retorno. AZUL Não Não venha me buscar Na madrugada de névoas O tempo sugou o tempo Minha vida é azul No azul cultivo os dias Liberto-me da nostalgia Das lendas que atordoam Renovo-me em outros calores Não Não venha me buscar Sei conter a chama Oriento-me pelo tempo sem tempo Pela memória sem memória Pelo hoje sem ontem O azul reverbera Em diferentes tons Já não é alta ondas Enxergo-o como calmaria [poemas do livro Deslocamentos , Outubro...

Seis poemas de Alexandre Guarnieri

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2/dois discos rígidos 1 2 duplas drágeas biconvexas, de prata, muito frias, pastilhas rígidas inadvertidamente desprendidas em pleno giro (discos), de um estron- doso tambor de hidrogênio líquido; tivessem um dos lados achatado dir-se-iam disparos automáticos estilhaços tão exatos, aos quais soma-se entretanto o fato não ser nenhuma catapulta este aparato 1 2 e jamais se suporia arriscado operá-lo ao contrário, de íntegro protocolo é o mecanismo notadamente fatigado pois desde o dia do incidente não se pôde apontar a causa, quiçá precisar se fatal o resultado de tal falta, destas duas pequenas joias da lógica; se o desencontro crítico no interior de um labirinto maquínico, ou de- feito de fabricação, se erro humano, abrupto, ou uso abusivo: o ponto final no decurso do desgaste físico. ...